Como já vimos aqui, o desgaste dos pneus é condicionado pelo modelo do veículo e pelo cuidado com a manutenção dos mesmos. Na maior parte dos veículos de comuns pessoas que gostam de dar os seus passeios, repara-se que o maior desgaste dos pneus é no sector dianteiro do veículo, e porquê? Porque a maior parte dos carros tem tracção nas rodas da frente e porque é aqui que o automóvel sofre maior peso. Normalmente quando se vai ao mecânico apenas para trocar dois dos pneus, é comum que se troquem apenas os dois pneus da frente, mas os fabricantes aconselham o contrário, pois sendo colocados os pneus novos no eixo traseiro garantem mais segurança ao veiculo. Ora veja quais as razões disto:
- O espaço de travagem com pneus melhores na traseira é inferior ao espaço de travagem com os pneus novos na dianteira.
- Se ao fazer uma curva, o veículo perder aderência nos pneus dianteiros, instintivamente o condutor tira o pé do acelerador e corrige a trajectória, retomando a aderência e controle mais facilmente; A perda de aderência neste caso se dá na primeira metade da curva.
- Se o veículo, na curva, perder aderência nos pneus traseiros, o controle do veículo dependerá da sensibilidade e experiência do motorista, pois é muito mais difícil controlar o veículo nesta forma de desgoverno. Caso ocorra na curva, a aquaplanagem do eixo traseiro deve ser corrigida girando-se a direcção no sentido contrário da curva (esta é a manobra oposta à instintiva – as escolas de condução não têm condições de prestar este tipo de instruções aos condutores); A perda de aderência neste caso, se dará na segunda metade da curva, restando poucos recursos ao motorista.
- O temor de usar pneus usados na dianteira, devido ao medo de um estouro é infundado. A probabilidade de um estouro por defeito de fabricação ou desgaste do pneu é muito baixa. Se o pneu mais gasto estiver sem deformações ou bolhas, estruturalmente ele é similar ao pneu novo, ou seja, se algo conseguir explodir o pneu que está gasto (porém está estruturalmente intacto), certamente também explodirá o pneu novo. Pode-se concluir, portanto, que é mais seguro instalar os pneus novos nas rodas traseiras e, depois de atingida a meia-vida dos pneus (profundidade dos sulcos aproximada de 3,5 mm), deixar os mais gastos no eixo dianteiro. Ressalta-se, novamente, que se houver bolhas ou deformações, o pneu deve ser prontamente substituído, independentemente da profundidade dos seus sulcos e do eixo de instalação.
Além do mais, é mais fácil controlar um estouro de pneu na dianteira do que um estouro de pneu traseiro (pois o estouro traseiro não permite qualquer manobra e o motorista torna-se passageiro.
Já os pneus motas não dão para serem trocados, tipo o de trás para a frente pois normalmente o pneus de trás é sempre mais largo que o da frente, para garantir maior segurança ao ter maior superfície de contacto e logo provocando mais atrito. Assim logo que o pneu da mota esteja rompido ou com deformações deve ser imediatamente trocado. Ver durabilidade do pneu.

vida util do pneu




